By: Michel Delgallo On: outubro 02, 2016 In: Luis Norberto Pascoal Comentários: 0

Astronautas, em longos períodos em estações orbitais, sentem falta de um conforto caseiro. Um café expresso pode ajudar muito, mas no espaço significa um desafio complicado. A NASA e a Agência Italiana espacial tinham esse desafio para ajudar seus astronautas a se prevenirem contra um estado de alienação e isolamento.

Para realizar esse sonho, uma empresa italiana, Argotec, reuniu 11 engenheiros para desenvolver essa missão quase impossível e após um ano e meio, a astronauta Samantha Cristoforetti degustou seu primeiro expresso a 320 mil quilômetros da Terra.

Preparar um expresso em microgravidade é um desafio muito grande. A NASA tem muitas exigências: risco de acidentes, energia, queimaduras e explosões. Em situação de gravidade muita pequena ou zero, a água muito quente é um sério problema, pois sua temperatura pode ultrapassar facilmente os 100 graus e as gotículas podem voar, o que pode resultar em risco de acidentes. A extração deve ser em cápsulas herméticas e controlada por sistema desenhado para não permitir super extração.

A ISSpresso é uma revolução, sem mudar nada. É um conceito antigo de um café forte porém delicado, realizado em 1884 por Angelo Moriondo, que a partir de conceitos complexos e alto risco, se torna uma realidade em uma estação espacial. A inovação, muitas vezes, não passa de um desafio novo, a partir de um problema antigo e em condições inusitadas.

 

Luis Norberto Pascoal
Daterra – Aroma de Café

 

Trackback URL: https://cdp.dpaschoal.com.br/index.php/2016/10/02/um-expresso-no-espaco-parece-simples-mas-nao-e/trackback/

Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *